O documento normativo
Artefatos, Documentação e Workflow de Aprovação · v1.0
O texto vinculante é este, publicado a partir de day-zero-playbook.md no repositório. Texto sincronizado do repositório em 11 de agosto de 2026.
| Day Zero Playbook · Artefatos, Documentação e Workflow de Aprovação · v1.0 · Owner: Time de Arquitetura · Revisão: trimestral · Última atualização: Junho 2026 |
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Como ler este documento. O Day Zero Playbook se divide internamente em Capítulos (1 a 10) e descreve as Etapas (0 a 6) do workflow: tudo o que um projeto resolve antes da primeira linha de código. Referências do tipo “Capítulo 7” apontam para dentro deste documento; “Etapa 3” aponta para uma etapa do workflow. Temas posteriores (segurança, deploy, code review, encerramento) são companheiros no roadmap, tratados fora deste playbook.
Capítulo 1: Visão Geral
Este playbook define os artefatos obrigatórios e o workflow que todo projeto deve seguir antes de qualquer linha de código ser escrita. O objetivo é simples de enunciar e difícil de sustentar: negócio e tecnologia alinhados, cada decisão com rastro, e menos retrabalho nascido de projeto começado às pressas.
As etapas a seguir podem ser executadas por times diferentes (interno, contratado ou time parceiro). Por isso, este playbook adota duas garantias inegociáveis:
- Pacote de handoff autossuficiente: o artefato de cada etapa deve ser completo o bastante para que o time da etapa seguinte continue sem depender do time anterior.
- Segregação de funções: quem produz um artefato nunca é quem o aprova.
| ⚠️ OBRIGATÓRIO | Nenhum projeto pode iniciar desenvolvimento sem que todos os artefatos desta seção estejam formalizados, aprovados e registrados no Repositório de Documentação: a ferramenta de documentação acordada entre as partes no início do projeto (ex: Confluence, SharePoint, wiki do Git) e registrada no BRD. Quando aplicável, vale também o registro por e-mail com o solicitante. |
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1.1 Índice deste documento
| Capítulo | Conteúdo |
|---|---|
| 1 | Visão Geral, índice, roadmap e diagrama do workflow |
| 2 | Princípios do Playbook |
| 3 | Papéis e Responsabilidades (glossário de papéis + RACI) |
| 4 | Workflow Geral (fluxo de aprovação, estimativa, mudanças) |
| Etapas 0-6 | Detalhe de cada etapa (Discovery, BRD, HLD, LLD/TDD, SAD, Bootstrap, Go/No-Go) |
| 5 | Registro de Riscos |
| 6 | Matriz de Rastreabilidade |
| 7 | Baseline Mínimo de Segurança |
| 8 | Tailoring por Criticidade |
| 9 | Resumo de Artefatos e Onde Armazenar |
| 10 | Glossário e Acrônimos |
1.2 Roadmap (companheiros futuros)
| Escopo | Status |
|---|---|
| Day Zero Playbook: prontidão pré-desenvolvimento (este documento) | Publicado (v1.0) |
| Segurança: configurações obrigatórias | Em elaboração |
| Desenvolvimento & Code Review · Deploy & Operação · Encerramento & Handover | Roadmap (pós-Day Zero) |
1.3 Fronteira deste documento
Este documento cobre da concepção do negócio até a autorização de início do desenvolvimento (gate Go/No-Go). O que vem depois (padrões de código, fluxo de branches, code review, encerramento) fica fora do escopo do Day Zero Playbook e é governado pelas convenções da própria equipe. No Bootstrap Técnico, registre qual convenção o projeto adota para cada tema:
- Estratégia de branches: a estratégia adotada pela equipe (ex.: Gitflow, trunk-based, GitHub Flow).
- Padrão de issues: o formato adotado pela equipe (ex.: HU/Task/Bug).
- Verificação e encerramento de bugs: o processo de QA e fechamento de bugs adotado pela equipe.
- Segurança (configurações obrigatórias): companheiro de Segurança, em elaboração. Até ele existir, vale o baseline mínimo do Capítulo 7 deste documento.
1.4 O Workflow em um diagrama
Etapa 0 · Discovery / Spike ................ opcional
|
| alimenta
v
Etapa 1 · BRD .............................. aprova: PM + Solicitante
|
v
Etapa 2 · HLD (C4 L1/L2) ................... aprova: Tech Lead Aprovador
|\
| \__ pode iniciar após HLD aprovado __
| \
v v
Etapa 3 · LLD/TDD (C4 L3) Etapa 5 · Bootstrap Técnico
| |
v |
Etapa 4 · SAD (consolidação) |
| |
+-------------------+-------------------+
v
Etapa 6 · Go / No-Go
|
+-------------+-------------+
v v
[ NÃO ] Bloqueado [ SIM ] Início do Desenvolvimento
Capítulo 2: Princípios do Playbook
| # | Princípio | O que significa na prática |
|---|---|---|
| P1 | Produtor ≠ Aprovador | Quem escreve o artefato não pode ser quem dá o aprovado final da etapa. |
| P2 | Handoff autossuficiente | O teste de qualidade de um artefato é: “um time que não o escreveu consegue produzir a etapa seguinte só com ele?”. |
| P3 | Rastreabilidade ponta a ponta | Todo requisito (RF/RNF) é rastreável até um componente de design e até um caso de teste. |
| P4 | Operabilidade e risco entram cedo | Deploy, observabilidade, DR e riscos são decididos no HLD/LLD, não no fim. |
| P5 | Gate objetivo | Cada etapa tem critério de entrada (DoR) e de aceite (DoD) verificáveis; aprovação não é subjetiva. |
| P6 | ADR no momento da decisão | A decisão arquitetural é registrada quando é tomada; o SAD apenas a consolida. |
| P7 | SAD é documento vivo | O SAD é montado a partir dos artefatos anteriores; não é retrabalho. |
| P8 | Tailoring por criticidade | O rigor escala com a criticidade do projeto (ver Capítulo 8). O BRD e o Go/No-Go nunca são dispensados. |
Capítulo 3: Papéis e Responsabilidades
3.1 Glossário de papéis
| Papel | Quem é | Responsabilidade principal |
|---|---|---|
| Solicitante (Business Owner) | Área de negócio dona do problema | Escreve e aprova o BRD; aprova custo e justificativa de negócio. |
| PM (Gerente de Projeto) | Interno ou time responsável | Conduz o fluxo, cronograma, comunicação e o gate Go/No-Go. |
| Tech Lead (Produtor) | Interno ou contratado | Lidera a produção técnica (HLD, coordenação do LLD). |
| Arquiteto | Interno ou contratado | Desenha a arquitetura (HLD, SAD) e registra ADRs. |
| Dev Lead | Interno ou contratado | Detalha o LLD/TDD e o Bootstrap Técnico. |
| UX Designer | Interno ou contratado | Produz protótipo/wireframes quando o projeto possui UI; valida acessibilidade junto ao Solicitante. |
| Tech Lead Aprovador | Designado pela organização | Autoridade de aprovação técnica das Etapas 0-5. Guardião do processo. Nunca aprova um artefato que ele próprio produziu (P1). |
| Segurança / DPO | Interno | Avalia segurança e LGPD; aprova o gate de segurança. |
3.2 Matriz RACI por etapa
R = Responsável (produz) · A = Aprova · C = Consultado · I = Informado
| Etapa | Solicitante | PM | Produtor (Arq./Dev Lead) | Tech Lead Aprovador | Segurança/DPO |
|---|---|---|---|---|---|
| 0. Discovery/Spike | C | C | R | A | C |
| 1. BRD | R/A | A | C | C | C |
| 2. HLD | I | I | R | A | C |
| 3. LLD/TDD | I | I | R | A | C |
| 4. SAD | I | C | R | A | C |
| 5. Bootstrap Técnico | I | C | R | A | C |
| 6. Go/No-Go | A | R | C | A | A |
Capítulo 4: Workflow Geral
O processo é composto por 6 etapas obrigatórias (1 a 6) e 1 etapa opcional (a Etapa 0, de Discovery). Cada etapa depende da aprovação da anterior. Etapas não podem ser puladas; paralelização só é permitida quando explicitamente autorizada nesta tabela.
| # | Etapa | Artefato Principal | Produtor | Aprovado por | Paralelização |
|---|---|---|---|---|---|
| 0 | Discovery / Spike (opcional) | Spike / PoC Report | Arquiteto / Dev Lead | Tech Lead Aprovador | Precede a Etapa 1 quando exigida |
| 1 | Levantamento de Negócio | Business Requirements Document (BRD) | Solicitante | PM (+ Solicitante p/ negócio) | - |
| 2 | Design de Alto Nível | High-Level Design (HLD) + C4 L1-L2 | Arquiteto / Tech Lead | Tech Lead Aprovador | - |
| 3 | Design de Baixo Nível | Low-Level Design (LLD) + TDD + C4 L3 | Dev Lead / Arquiteto | Tech Lead Aprovador | - |
| 4 | Documento de Arquitetura | Solution Architecture Document (SAD), vivo | Arquiteto | Tech Lead Aprovador | Mantido ao longo das Etapas 2-4 |
| 5 | Bootstrap Técnico | Repo + Gitflow + CI/CD + Ambientes + Segredos | Dev Lead / DevOps | Tech Lead Aprovador | Pode iniciar após a Etapa 2 aprovada |
| 6 | Aprovação Final | Checklist de Go/No-Go | PM / Tech Lead | Solicitante + Tech Lead Aprovador + Segurança | - |
4.1 Fluxo de Aprovação, Reprovação e Rework
Toda etapa termina em uma decisão formal do aprovador. O caminho de reprovação é parte do processo:
- Aprovado: registrado no Repositório de Documentação ou por e-mail; libera a etapa seguinte.
- Reprovado: o aprovador registra motivos objetivos (referenciando o critério de aceite da etapa). O produtor corrige e ressubmete.
- SLA de revisão: o aprovador tem 3 dias úteis para revisar cada submissão. Cada aprovador deve ter um suplente designado para não bloquear o fluxo.
- Limite de iterações: após 3 ciclos de reprovação na mesma etapa, o caso é escalado ao Time de Arquitetura para decisão (replanejar escopo, trocar abordagem ou cancelar).
4.2 Política de Estimativa Progressiva
A estimativa de custo/prazo não é um número único. Ela é registrada no BRD (ordem de grandeza) e reestimada obrigatoriamente em dois pontos: após o HLD (estimativa de arquitetura/infra) e após o LLD (estimativa de esforço de desenvolvimento). Variações acima de ±25% entre estimativas exigem ciência formal do Solicitante.
4.3 Gestão de Mudanças
Alterações de escopo após qualquer aprovação exigem: (a) atualização dos artefatos afetados, (b) reavaliação de risco e estimativa, e (c) re-aprovação pelos mesmos aprovadores das etapas impactadas.
4.4 Métricas do Processo
Um playbook que não se mede não evolui. O Time de Arquitetura acompanha, por trimestre:
| Métrica | O que indica |
|---|---|
| Lead time por etapa | Tempo entre submissão e aprovação. Etapas lentas indicam gargalo de aprovadores ou artefatos malformados. |
| Ciclos de reprovação por etapa | Reprovações recorrentes na mesma etapa indicam critérios de aceite mal compreendidos ou template insuficiente. |
| Variação de estimativa (BRD → LLD) | Variações sistemáticas acima de ±25% indicam BRDs fracos ou discovery insuficiente (rever uso da Etapa 0). |
| Retrabalho pós-Go | Mudanças de escopo/arquitetura após o Go/No-Go. É o indicador final da qualidade do processo. |
Os resultados alimentam a revisão trimestral deste documento (ver cabeçalho).
Etapa 0: Discovery / Spike (opcional)
Etapa de redução de incerteza antes de comprometer o BRD/arquitetura. É timeboxed e gera aprendizado, não código de produção.
Quando é exigida: tecnologia nova/não dominada pelo time; viabilidade técnica incerta; integração externa sem contrato conhecido; ou risco técnico classificado como Alto no levantamento inicial. Para projetos sem esses fatores, a Etapa 0 é dispensada.
Entrada (DoR): oportunidade/ideia registrada e uma pergunta de viabilidade clara a responder (“é possível X dentro de Y?”).
Conteúdo do Spike / PoC Report
| Seção | Descrição |
|---|---|
| Pergunta de Viabilidade | A hipótese a validar, com critério objetivo de sucesso/falha. |
| Timebox | Esforço máximo alocado (ex: 3-5 dias). |
| Experimento | O que foi construído/testado (descartável). |
| Resultado | Validado / Invalidado / Inconclusivo, com evidências. |
| Impacto no Projeto | Premissas confirmadas/derrubadas que alimentam BRD e HLD. |
| Recomendação | Seguir / pivotar / não seguir. |
| ✅ DoD da Etapa 0 | Pergunta de viabilidade respondida com evidência; recomendação registrada; premissas resultantes prontas para entrar no BRD/HLD. O código do spike é descartável e não vai para produção. |
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Etapa 1: Business Requirements Document (BRD)
O BRD é o ponto de partida. Documenta o problema de negócio, objetivos, escopo e stakeholders. Deve ser escrito e aprovado pelo solicitante antes de qualquer atividade técnica.
Entrada (DoR): problema de negócio identificado e patrocinador (Solicitante) definido. Se houve Etapa 0, os achados do spike estão disponíveis.
Conteúdo Obrigatório do BRD
| Seção | Descrição |
|---|---|
| Contexto e Problema | Descrição da situação atual (as-is), a dor de negócio e por que o projeto é necessário agora. |
| Objetivo de Negócio | O que se espera alcançar. Deve ser mensurável (ex: reduzir tempo de processo em X%). |
| Escopo | O que está dentro e fora do escopo. Inclui integrações, sistemas impactados e exclusões explícitas. |
| Stakeholders | Lista de envolvidos: solicitante, usuários finais, responsável técnico, aprovadores. |
| Requisitos Funcionais | Lista priorizada das funcionalidades (formato: RF-001, RF-002…). Base da matriz de rastreabilidade (Capítulo 6). |
| Requisitos Não-Funcionais | Performance, disponibilidade, segurança, idiomas, acessibilidade (ex: WCAG 2.1 AA), SLA esperado. Cada RNF deve ser mensurável (formato: RNF-001…). |
| Critérios de Aceite | Condições que definem quando o projeto está “pronto” para o negócio. |
| Processo As-Is / To-Be | Mapeamento do processo atual e do novo fluxo proposto. |
| Restrições e Premissas | Limitações conhecidas (tecnologia, prazo, orçamento) e premissas assumidas. |
| Riscos de Negócio (inicial) | Primeira versão do Registro de Riscos (Capítulo 5), com riscos de negócio conhecidos. |
| Custo Estimado (ordem de grandeza) | Estimativa inicial em duas parcelas: construção (desenvolvimento + infra de projeto) e custo recorrente anual (TCO de operação: infra, licenças, suporte). Aprovada pelo solicitante; será refinada (Capítulo 4, Estimativa Progressiva). |
| Justificativa de Negócio | Parágrafo obrigatório com ROI ou motivação estratégica, assinado pelo solicitante. |
Definições Obrigatórias no BRD
| Dimensão | Opções | Impacto no Projeto |
|---|---|---|
| Criticidade | Baixa / Média / Alta / Crítica | Define SLA, monitoramento, deploy, nível de testes e o tailoring do processo (Capítulo 8). |
| Nº de Usuários | Estimativa inicial e pico esperado | Define autoscaling, cache e dimensionamento de infra. |
| Multi-idioma | Sim / Não (PT, ES, EN…) | Define uso de i18n desde a concepção; não pode ser adicionado depois. |
| Autoscaling | Necessário / Não necessário | Define arquitetura de infra (auto-scaling vs. instâncias fixas). |
| Dados Pessoais (LGPD) | Coleta / Não coleta | Obriga avaliação de impacto LGPD antes do início do desenvolvimento. |
| Classificação de Dados | Público / Interno / Confidencial / Restrito | Define criptografia, controle de acesso e retenção. |
| Requisitos Regulatórios / Compliance | Lista (LGPD, PCI-DSS, SOC 2, setoriais…) | Define controles, trilhas de auditoria e gates de conformidade aplicáveis ao domínio. |
| Integrações Externas | Lista de sistemas/APIs | Define dependências, riscos e prazo de homologação com terceiros. |
| Disponibilidade / DR | RTO e RPO esperados | Define estratégia de backup, redundância e recuperação de desastre. |
| Interface de Usuário (UX) | Possui UI / Não possui | Quando há UI, exige protótipo/wireframes aprovados pelo Solicitante antes do LLD (Etapa 3) e validação de acessibilidade. |
| Uso de IA | Usa IA/LLM / Não usa | Quando há componente de IA, exige avaliação de risco de IA (dados, viés, privacidade, conformidade, ex: ISO/IEC 42001) antes do Go/No-Go. |
| ✅ DoD da Etapa 1 (BRD) | Todas as seções preenchidas; RFs e RNFs codificados e mensuráveis; criticidade, classificação de dados e compliance definidos; justificativa de negócio assinada; riscos de negócio iniciais registrados. Handoff: o time da Etapa 2 consegue projetar a arquitetura só com o BRD. |
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Etapa 2: High-Level Design (HLD)
O HLD traduz os requisitos de negócio em uma visão técnica de alto nível: arquitetura macro, componentes principais, integrações e decisões tecnológicas.
Entrada (DoR): BRD aprovado (DoD da Etapa 1 atendido).
Conteúdo Obrigatório do HLD
| Seção | Descrição |
|---|---|
| Visão Geral da Arquitetura | Estilo arquitetural adotado (microsserviços, monolito modular, serverless) com justificativa. |
| Diagrama de Contexto (C4 L1) | O sistema como caixa preta, usuários e sistemas externos. Ver Modelo C4 nesta etapa. |
| Diagrama de Contêineres (C4 L2) | Apps, APIs, bancos de dados, filas. Ver Modelo C4 nesta etapa. |
| Stack Tecnológica | Linguagens, frameworks, bancos, serviços de nuvem e justificativas. |
| Análise Build vs Buy vs Open Source | Para os componentes principais: construir, comprar (SaaS/COTS) ou adotar open source, com critérios objetivos (TCO, prazo, aderência ao requisito, lock-in, maturidade) e decisão registrada em ADR. |
| Topologia de Infraestrutura | VPC, subnets, load balancers, regiões de nuvem, estratégia de rede. |
| Fluxo de Dados Principal | Como o dado percorre o sistema, com transformações e armazenamentos. |
| Integrações e APIs Externas | Todas as integrações, protocolos, contratos esperados e dependências. |
| Estratégia de Segurança | Autenticação, autorização, criptografia, pontos de entrada protegidos. Threat modeling inicial (Capítulo 7). |
| Estratégia de Escalabilidade | Resposta ao aumento de carga (horizontal/vertical, auto-scaling). |
| Estratégia de Deploy (preliminar) | Abordagem pretendida (blue/green, canary, rolling), pois impacta a infra. |
| Estratégia de Observabilidade (preliminar) | O que será monitorado e quais SLIs/SLOs candidatos, pois impacta o design dos componentes. |
| Requisitos de DR | RTO/RPO e estratégia macro de recuperação. |
| Riscos Técnicos | Atualização do Registro de Riscos (Capítulo 5) com riscos de arquitetura. |
| Pontos de Decisão Técnica (ADR) | ADRs das decisões tomadas neste nível (P6). |
Modelo C4: Níveis Exigidos no HLD
O Modelo C4 (Context, Containers, Components, Code) é o padrão de diagramação adotado neste playbook. No HLD são obrigatórios os níveis 1 e 2.
| Nível | Nome | O que mostra | Etapa | Ferramenta sugerida |
|---|---|---|---|---|
| L1 | Context | O sistema, usuários e sistemas externos. “O que é o sistema?” | HLD | Draw.io / Miro |
| L2 | Containers | Web app, API, banco, fila. “Como é construído?” | HLD | Draw.io / Miro |
| L3 | Components | Módulos, serviços e classes dentro de cada contêiner. “O que há dentro?” | LLD | Draw.io / PlantUML |
| L4 | Code | Classes e interfaces (UML). Gerado quando necessário. | Opcional | PlantUML / IDE |
| 💡 DICA | Use Structurizr DSL ou Draw.io com template C4 para consistência visual. Os diagramas devem estar versionados no repositório Git ou no Repositório de Documentação. |
|---|
| ✅ DoD da Etapa 2 (HLD) | C4 L1 e L2 presentes; stack justificada; análise build vs buy registrada para os componentes principais; integrações mapeadas; estratégias de segurança, deploy, observabilidade e DR definidas em nível macro; ADRs registrados; riscos técnicos atualizados; reestimativa registrada. Handoff: o time da Etapa 3 detalha o LLD só com o HLD. |
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Etapa 3: Low-Level Design (LLD) e Technical Design Document (TDD)
O LLD/TDD detalha como cada componente será implementado. É a referência dos desenvolvedores durante a codificação.
Entrada (DoR): HLD aprovado; stack e integrações definidas. Se o projeto possui interface de usuário, protótipo/wireframes aprovados pelo Solicitante.
Conteúdo Obrigatório do LLD/TDD
| Seção | Descrição |
|---|---|
| Diagrama de Componentes (C4 L3) | Módulos internos de cada contêiner: responsabilidades e interfaces. |
| Modelo de Dados | Diagrama ER, esquema do banco, naming conventions, índices e constraints. |
| Definição de APIs e Contratos | Especificação OpenAPI/Swagger de todos os endpoints: métodos, payloads, respostas, erros e autenticação. |
| Fluxos de Processo Detalhados | Diagramas de sequência/UML dos principais casos de uso e fluxos alternativos. |
| Estratégia de Tratamento de Erros | Como erros são capturados, logados, retornados e notificados. |
| Estratégia de Cache | O que é cacheado, TTL, invalidação e ferramenta (Redis, CloudFront…). |
| Instrumentação de Observabilidade | Logs, métricas e traces por componente; mapeamento até os SLIs/SLOs definidos no HLD. |
| Pontos de Rollback / Feature Flags | Como cada mudança pode ser revertida com segurança. |
| Migrations e Versionamento de Schema | Plano de migrations, ferramenta (Flyway, Liquibase, Alembic) e rollback. |
| Estratégia de Testes | Tipos (unitário, integração, E2E), cobertura mínima, ferramentas, responsáveis e gestão de dados/ambientes de teste. |
| Dependências e Bibliotecas | Lista com versão, licença e justificativa de uso. |
| Considerações de Performance | Pontos críticos, benchmarks esperados e estratégias de otimização. |
Diagramas Obrigatórios no LLD
| Diagrama | Quando usar | Ferramenta |
|---|---|---|
| Diagrama de Sequência | Fluxos com múltiplos atores e serviços (autenticação, checkout, webhook). | PlantUML / Miro |
| Diagrama ER / Schema | Todo projeto com banco relacional. | dbdiagram.io / draw.io |
| Diagrama de Componentes C4 L3 | Sistemas com mais de 3 contêineres ou módulos internos complexos. | Structurizr / draw.io |
| Diagrama de Estado | Entidades com ciclo de vida complexo (pedido, documento, aprovação). | PlantUML / draw.io |
| Diagrama de Atividade / Fluxo | Processos com ramificações, decisões e loops relevantes. | Lucidchart / draw.io |
| ✅ DoD da Etapa 3 (LLD) | C4 L3, modelo de dados e contratos OpenAPI completos; observabilidade e rollback definidos por componente; estratégia de testes definida (com dados/ambientes de teste); matriz de rastreabilidade (Capítulo 6) preenchida; reestimativa de esforço registrada. Handoff: um desenvolvedor implementa só com o LLD. |
|---|
Etapa 4: Solution Architecture Document (SAD)
O SAD é o documento vivo que consolida as decisões de HLD e LLD num registro único de referência. É mantido ao longo das Etapas 2 a 4 e finalizado nesta etapa; não é produção nova. A aprovação aqui é revisão de consistência e completude, não reescrita.
Entrada (DoR): HLD e LLD aprovados.
Estrutura do SAD
| # | Seção | Conteúdo | Origem |
|---|---|---|---|
| 1 | Visão Geral | Sumário executivo, objetivo, escopo e contexto. | BRD |
| 2 | Requisitos e Restrições | RFs/RNFs relevantes à arquitetura; restrições técnicas e de negócio. | BRD |
| 3 | Decisões Arquiteturais (ADR) | Consolidação dos ADRs registrados nas Etapas 2-3. | HLD/LLD |
| 4 | Visão Arquitetural | C4 L1, L2 e L3; componentes, responsabilidades e interações. | HLD/LLD |
| 5 | Infraestrutura e Deploy | Topologia de nuvem, pipeline CI/CD, estratégia de deploy (blue/green, canary, rolling). | HLD/Bootstrap |
| 6 | Segurança | Modelo de ameaças e controles aplicados (Capítulo 7 / companheiro de Segurança). | HLD/LLD |
| 7 | Observabilidade | Logs, métricas, traces, alertas, dashboards e SLIs/SLOs. | HLD/LLD |
| 8 | Estratégia de Dados | Modelo de dados, classificação, retenção, backup, compliance LGPD. | BRD/LLD |
| 9 | Riscos e Mitigações | Consolidação do Registro de Riscos (Capítulo 5). | Todas |
| 10 | Cronograma e Marcos | Etapas de desenvolvimento, datas de revisão e go-live previsto. | PM |
| 11 | Glossário | Termos técnicos e de negócio. | - |
| 12 | Histórico de Revisões | Controle de versão: data, autor e descrição das mudanças. | - |
Architecture Decision Records (ADR)
Cada decisão arquitetural relevante é registrada como ADR no momento em que é tomada (Etapa 2 em diante). O ADR é curto e imutável: decisões não são deletadas, apenas supercedidas por novos ADRs.
| Campo ADR | Descrição |
|---|---|
| Título | ADR-NNN: Descrição curta (ex: “ADR-001: PostgreSQL como banco principal”). |
| Status | Proposta / Aceita / Deprecada / Supercedida por ADR-NNN. |
| Contexto | Qual problema ou situação motivou a decisão? |
| Decisão | O que foi decidido, de forma clara e direta. |
| Alternativas consideradas | Outras opções avaliadas. |
| Consequências | Impactos positivos e negativos (trade-offs). |
| ✅ DoD da Etapa 4 (SAD) | Todas as 12 seções consolidadas e consistentes com HLD/LLD; ADRs e Registro de Riscos integrados; versionado no Repositório de Documentação. Sem contradições entre seções. |
|---|
Etapa 5: Bootstrap Técnico
Esta etapa transforma a arquitetura aprovada em um ambiente pronto para desenvolver. Pode iniciar assim que o HLD (Etapa 2) for aprovado, em paralelo às Etapas 3 e 4. Resolve os itens de prontidão que antes não tinham etapa de origem.
Entrada (DoR): HLD aprovado (stack definida).
Conteúdo Obrigatório
| Item | Descrição |
|---|---|
| Repositório | Repositório criado, com README, estrutura de pastas e CODEOWNERS. |
| Estratégia de Branches | Estratégia de branches definida e documentada no repositório (ex.: Gitflow, trunk-based). |
| Pipeline CI/CD | Build automatizado + secrets scan + lint + execução de testes. |
| Gestão de Segredos | Cofre de segredos definido (ex: AWS Secrets Manager / Parameter Store). Nenhum segredo em repositório ou imagem. |
| Análise de Segurança no Pipeline | SAST, SCA (dependências) e, quando aplicável, DAST; ver Capítulo 7. |
| Ambientes | dev/staging/prod provisionados ou com plano de provisionamento e tagging de custo (FinOps). |
| Convenções de Código | Padrão de código e formato de issues definidos para o projeto (linter/formatter configurados). |
| ✅ DoD da Etapa 5 (Bootstrap) | Repositório e gitflow operacionais; pipeline executa build + secrets scan + SAST/SCA; segredos fora do código; ambientes provisionados ou planejados com tagging de custo. |
|---|
Etapa 6: Checklist de Go / No-Go
Entrada (DoR): Etapas 1 a 5 concluídas. Antes de iniciar o desenvolvimento, PM, Tech Lead Aprovador e Segurança validam o checklist. Todos os itens obrigatórios devem estar “Concluído”. Itens pendentes bloqueiam o início. Itens Condicionais são obrigatórios quando a dimensão correspondente do BRD se aplica (UI, IA); caso contrário, marcam-se “N/A”.
| # | Item | Obrigatoriedade | Status |
|---|---|---|---|
| 1 | BRD escrito, revisado e aprovado pelo solicitante | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 2 | Justificativa de negócio (mín. 1 parágrafo) aprovada | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 3 | Processo as-is e to-be mapeados | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 4 | Custo estimado aprovado e reestimado após HLD e LLD (±25%) | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 5 | Dimensões obrigatórias do BRD definidas (criticidade, usuários, multi-idioma, autoscaling, classificação de dados, compliance, UX, uso de IA) | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 6 | Avaliação de impacto LGPD concluída e aprovada por Segurança/DPO | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 7 | HLD elaborado com C4 L1 e L2 | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 8 | Estratégias de deploy, observabilidade e DR (RTO/RPO) definidas | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 9 | HLD aprovado pelo Tech Lead Aprovador (produtor ≠ aprovador) | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 10 | LLD/TDD com modelo de dados e contratos de API | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 11 | Matriz de rastreabilidade (RF → design → teste) preenchida | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 12 | SAD consolidado e versionado no Repositório de Documentação | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 13 | ADRs registrados para decisões relevantes | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 14 | Registro de Riscos consolidado com mitigações | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 15 | Repositório criado com estrutura e gitflow definidos | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 16 | Pipeline CI/CD (build + secrets scan + SAST/SCA) configurado | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 17 | Gestão de segredos definida (sem segredos no código) | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 18 | Ambientes (dev/staging/prod) provisionados ou planejados | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 19 | Estratégia de testes definida (unitário, integração, E2E) | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 20 | Gate de segurança aprovado por Segurança/DPO | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 21 | Equipe de desenvolvimento alocada, com papéis e capacidade confirmados | Obrigatório | ☐ Pendente |
| 22 | Protótipo/wireframes de UX aprovados pelo Solicitante | Condicional (há UI) | ☐ Pendente |
| 23 | Avaliação de risco de IA concluída (dados, viés, conformidade) | Condicional (há IA) | ☐ Pendente |
| 24 | Diagramas versionados no repositório Git ou no Repositório de Documentação | Recomendado | ☐ Pendente |
| 25 | Estratégia de observabilidade detalhada (dashboards, alertas) | Recomendado | ☐ Pendente |
| 26 | Estimativa de prazo alinhada com o solicitante | Recomendado | ☐ Pendente |
| ✅ CRITÉRIO DE APROVAÇÃO | Todos os itens obrigatórios, e os condicionais aplicáveis, devem estar “Concluído” para autorizar o início. A aprovação final exige a tríade Solicitante + Tech Lead Aprovador + Segurança/DPO. Itens recomendados não bloqueiam, mas devem ter prazo definido para conclusão. |
|---|
Capítulo 5: Registro de Riscos
O Registro de Riscos é iniciado no BRD (riscos de negócio), enriquecido no HLD/LLD (riscos técnicos) e consolidado no SAD. É um artefato vivo.
| Campo | Descrição |
|---|---|
| ID | RISK-NNN |
| Descrição | O risco em uma frase. |
| Categoria | Negócio / Técnico / Segurança / Cronograma / Dependência externa. |
| Probabilidade | Baixa / Média / Alta. |
| Impacto | Baixo / Médio / Alto. |
| Mitigação | Ação para reduzir probabilidade ou impacto. |
| Responsável | Quem monitora o risco. |
Capítulo 6: Matriz de Rastreabilidade
Garante que todo requisito foi desenhado e será testado (P3). Preenchida ao longo do HLD/LLD e validada no Go/No-Go (item 11).
| RF/RNF | Descrição | Componente (HLD/LLD) | Endpoint / API | Caso de Teste | Critério de Aceite |
|---|---|---|---|---|---|
| RF-001 | … | … | … | TC-001 | CA-001 |
| RNF-001 | … | … | - | TC-0NN | SLO-001 |
Capítulo 7: Baseline Mínimo de Segurança
Vigente até o companheiro de Segurança ser publicado. Quando ele existir, prevalece e este baseline torna-se o piso.
| Controle | Exigência mínima |
|---|---|
| Threat Modeling | Análise STRIDE dos principais fluxos, registrada no HLD. |
| Autenticação/Autorização | Definidas no HLD; princípio de menor privilégio. |
| Criptografia | Em trânsito (TLS) e em repouso para dados Confidenciais/Restritos. |
| Gestão de Segredos | Cofre dedicado; nenhum segredo em repo, log ou imagem. |
| Análise no Pipeline | Secrets scan + SAST + SCA obrigatórios; DAST quando houver superfície web exposta. |
| LGPD | Avaliação de impacto (RIPD, conforme guia da ANPD) concluída quando há coleta de dados pessoais. |
| Gate de Segurança | Aprovação de Segurança/DPO no Go/No-Go (item 20). |
A atestação de cada controle é registrada em Templates/template-baseline-seguranca.md, produzida pelo Arquiteto/TL e aprovada pelo Segurança/DPO. Exemplo preenchido em Examples/exemplo-baseline-seguranca-preenchido.md.
Capítulo 8: Tailoring por Criticidade
O rigor do processo escala com a criticidade (P8). BRD e Go/No-Go nunca são dispensados. Simplificações exigem registro da decisão pelo Tech Lead Aprovador.
| Artefato | Baixa | Média | Alta | Crítica |
|---|---|---|---|---|
| Etapa 0 (Discovery/Spike) | Opcional | Opcional | Recomendado | Recomendado |
| BRD | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ |
| HLD (C4 L1/L2) | Simplificado | ✔ | ✔ | ✔ |
| Protótipo UX (quando há UI) | Wireframe simples | ✔ | ✔ | ✔ |
| LLD/TDD (C4 L3) | Opcional | ✔ | ✔ | ✔ |
| SAD | Opcional | Simplificado | ✔ | ✔ |
| Bootstrap Técnico | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ |
| Threat Modeling formal | - | Recomendado | ✔ | ✔ |
| Go/No-Go | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ |
Trilha Leve (criticidade Baixa): o BRD e o HLD simplificado podem ser combinados em um documento único (estilo one-pager / design doc), desde que preserve: problema, objetivo mensurável, escopo, RF/RNF, dimensões obrigatórias do BRD, C4 L1 e stack com justificativa. As demais regras (produtor ≠ aprovador, registro formal, Go/No-Go) permanecem integrais.
Capítulo 9: Resumo de Artefatos e Onde Armazenar
Na coluna Armazenamento, Repositório de Documentação é a ferramenta acordada entre as partes no início do projeto e registrada no BRD (ex: Confluence, SharePoint, wiki do Git).
| Artefato | Etapa | Produtor | Aprovação | Armazenamento |
|---|---|---|---|---|
| Spike / PoC Report | 0 | Arquiteto / Dev Lead | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação |
| Business Requirements Document (BRD) | 1 | Solicitante + PM | PM (+ Solicitante) | Repositório de Documentação |
| Process Map (as-is / to-be) | 1 | Solicitante | PM | Repositório de Documentação / ferramenta de diagramas |
| Protótipo / Wireframes (UX) | 1→3 | UX Designer / Solicitante | Solicitante | Ferramenta de design / Repositório de Documentação |
| Registro de Riscos | 1→4 | Produtor | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação |
| High-Level Design (HLD) | 2 | Arquiteto / TL | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação |
| Diagrama C4 L1 / L2 | 2 | Arquiteto / TL | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação / Repo Git |
| Low-Level Design / TDD | 3 | Dev Lead / Arquiteto | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação |
| Diagrama C4 L3 | 3 | Dev Lead | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação / Repo Git |
| Diagrama ER / Schema | 3 | Dev Lead | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação / Repo Git |
| Especificação OpenAPI / Swagger | 3 | Dev Lead | Tech Lead Aprovador | Repositório Git |
| Diagramas de Sequência | 3 | Dev Lead | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação / Repo Git |
| Matriz de Rastreabilidade | 2→3 | Produtor | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação |
| Baseline Mínimo de Segurança | 2→6 | Arquiteto / TL | Segurança / DPO | Repositório de Documentação |
| Solution Architecture Document (SAD) | 4 | Arquiteto | Tech Lead Aprovador | Repositório de Documentação |
| Architecture Decision Records (ADR) | 2→4 | Arquiteto / TL | Tech Lead Aprovador | Repositório Git |
| Configuração de Repo / CI/CD / Ambientes | 5 | Dev Lead / DevOps | Tech Lead Aprovador | Repositório Git / IaC |
| Checklist Go / No-Go | 6 | PM / Tech Lead | Solicitante + TL Aprovador + Segurança | Repositório de Documentação / E-mail |
Capítulo 10: Glossário e Acrônimos
| Termo | Significado |
|---|---|
| ADR | Architecture Decision Record: registro de decisão arquitetural. |
| BRD | Business Requirements Document: documento de requisitos de negócio. |
| C4 | Modelo de diagramação em 4 níveis: Context, Containers, Components, Code. |
| CI/CD | Continuous Integration / Continuous Delivery. |
| Compliance | Conformidade com normas e regulamentos (LGPD, PCI-DSS, SOC 2…). |
| DAST | Dynamic Application Security Testing: teste de segurança em execução. |
| DoD | Definition of Done: critério de aceite/saída de uma etapa. |
| DoR | Definition of Ready: critério de entrada de uma etapa. |
| DPO | Data Protection Officer: Encarregado de Proteção de Dados. |
| DR | Disaster Recovery: recuperação de desastre. |
| ER | Entidade-Relacionamento (modelo de dados). |
| FinOps | Gestão financeira de custos de nuvem. |
| HLD | High-Level Design: design de alto nível. |
| IaC | Infrastructure as Code. |
| i18n | Internationalization: internacionalização. |
| LGPD | Lei Geral de Proteção de Dados. |
| LLD | Low-Level Design: design de baixo nível. |
| LLM | Large Language Model: modelo de linguagem de grande porte (componente de IA). |
| MoSCoW | Priorização: Must / Should / Could / Won’t. |
| PoC | Proof of Concept: prova de conceito. |
| RACI | Responsible, Accountable, Consulted, Informed. |
| Repositório de Documentação | Ferramenta de documentação formal acordada entre as partes no início do projeto e registrada no BRD (ex: Confluence, SharePoint, wiki do Git). Onde os artefatos e aprovações são registrados. |
| RF / RNF | Requisito Funcional / Requisito Não-Funcional. |
| RIPD | Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais (avaliação de impacto LGPD, conforme ANPD). |
| RTO / RPO | Recovery Time Objective / Recovery Point Objective. |
| SAD | Solution Architecture Document: documento de arquitetura da solução. |
| SAST | Static Application Security Testing: análise estática de segurança. |
| SCA | Software Composition Analysis: análise de dependências. |
| SLA / SLI / SLO | Service Level Agreement / Indicator / Objective. |
| STRIDE | Metodologia de threat modeling (Spoofing, Tampering, Repudiation, Information disclosure, DoS, Elevation of privilege). |
| TCO | Total Cost of Ownership: custo total de propriedade (construção + operação recorrente). |
| TDD | Technical Design Document (neste playbook; não confundir com Test-Driven Development). |
| UX | User Experience: experiência do usuário. |
| WCAG | Web Content Accessibility Guidelines: diretrizes de acessibilidade. |
Observações Finais
- Todos os artefatos devem estar formalizados no Repositório de Documentação (ferramenta acordada entre as partes e registrada no BRD) ou por e-mail com o solicitante antes do início do desenvolvimento.
- Alterações de escopo após a aprovação seguem o Capítulo 4 (Gestão de Mudanças).
- O Tech Lead Aprovador é o guardião deste processo e pode exigir revisão de qualquer artefato a qualquer momento, respeitando sempre a segregação produtor ≠ aprovador.
- O tailoring por criticidade (Capítulo 8) permite simplificar artefatos; o BRD e o Go/No-Go nunca são dispensados.
- Dúvidas sobre a aplicação deste processo devem ser direcionadas ao Time de Arquitetura.
Day Zero Playbook · v1.0 · Pense antes de codar, valide antes de sofrer!